quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Porcelana fina feita com ossos agora tem tecnologia brasileira

Uma porcelana com maior alvura, leveza, resistência e valor do que a comum. Assim é a porcelana de ossos, material originariamente produzido na Inglaterra, que o físico Ricardo Yoshimitsu Miyahara desenvolveu com matérias-primas totalmente brasileiras em estudo inédito realizado no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica (Poli) da USP.

Utilizando cinzas de ossos bovinos, caulim (tipo de argila) e feldspato (rocha dotada de propriedade fundente), Miyahara conseguiu, em seu doutorado, produzir uma porcelana com propriedades superiores às do material inglês, que emprega a "cornish stone", uma matéria-prima específica daquele país.

Além de resultar numa louça de maior valor agregado e de ser a única cerâmica feita com alguma matéria-prima renovável, a porcelana de ossos tem potencial de utilização na produção de próteses odontológicas mais resistentes e de melhor resultado estético.

Porcelana brasileira

A chave para uma porcelana de ossos de qualidade está no controle das condições de produção. "Obtivemos um excelente material devido ao conhecimento dos principais parâmetros que devem ser muito bem controlados", afirma o pesquisador.

A formulação (50% de cinzas de ossos, 20% de caulim e 30% de feldspato), associada ao tempo de moagem de 24 horas e à temperatura ideal de queima do material (1270 graus Celsius) resultou numa porcelana de ossos quase duas vezes mais resistente que a porcelana comum e tão branca quanto a porcelana de ossos inglesa.

Além da Inglaterra, que produz a porcelana desde o século dezoito, apenas Estados Unidos e China fabricam essa cerâmica, cujo custo de importação é muito alto. "Como o Brasil é um dos maiores criadores de gado bovino do mundo e tem grande tradição na fabricação de produtos cerâmicos, temos, então, condições de fabricar essa porcelana em grande quantidade, podendo até tornar-nos um grande exportador desse material que possui um elevado valor agregado", avalia Miyahara.

Biocompatibilidade

Além de compor esse tipo de porcelana, as cinzas de ossos poderiam ser utilizadas para produzir bioimplantes, substituindo materiais como a platina, que podem causar rejeição em alguns casos. Segundo o pesquisador, os ossos, depois de lavados e queimados, transformam-se em hidroxiapatita, um mineral dotado de propriedades de biocompatibilidade.

Apesar de existir na natureza, a hidroxiapatita contém uma série de contaminantes. Apenas em sua forma sintética - e de elevado custo - o material está livre deles. Entretanto, "a hidroxiapatita obtida no estudo é naturalmente livre de contaminantes e, talvez, possa ser usada como matéria-prima de maior biocompatibilidade para implantes", afirma Miyahara.

Brasil utrapassa 100 milhões de celulares em operação, segundo Anatel

A Agência Nacional de Telecomunicações registrou em janeiro 798.520 novas habilitações de telefones celulares. Com isso, o Brasil superou a marca de 100 milhões de telefones celulares em operação. Foram 100.717.141 assinaturas do Serviço Móvel Pessoal (SMP), com 80,58% de aparelhos pré-pago e 19,42% com planos de conta ao final do mês.

Segundo a Anatel, de 1997 até agora, a telefonia móvel cresceu 22 vezes ao chegar a mais de 96,2 milhões de assinantes. Hoje, o país possui 2,8 telefones celulares para cada grupo de 100 habitantes. O Distrito Federal é o estado com o maior número de aparelhos (1,1 para cada habitante), seguido pelo Rio Grande do Sul (0,69 telefone para cada pessoa).

Brasil exporta tecnologia para produção da cana-de-açúcar

O Brasil é referência mundial quando o assunto é produção de cana-de-açúcar e álcool. A tecnologia nacional chegou ao espaço, de onde já se pode monitorar a expansão do plantio no País. O programa Canasat (www.dsr.inpe.br), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com base em imagens de dois satélites, mostra que do noroeste de São Paulo, os canaviais espalham-se rapidamente pelo Centro-Sul do País, em direção ao Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas, Paraná, Rio e Espírito Santo.

E o Inpe não está sozinho. Esta é apenas uma das inúmeras tecnologias desenvolvidas nas últimas décadas. No campo, programas de adaptação de variedades são cada vez mais eficazes e tornam possível o plantio de cana em praticamente todo o País.

A pesquisa ajuda ainda a extinguir práticas agrícolas hostis, como a colheita manual e as queimadas. O mercado já oferece diversas opções de maquinário para cana, especialmente colhedoras, que também reduzem as perdas. Quando se fala em instalação de usina, é aqui no Brasil que investidores vêm buscar informações e adquirir mão-de-obra especializada.

Visitas estrangeiras

O potencial brasileiro nesta área parece ser unanimidade mundo afora. Fabricantes de máquinas para o setor são destino obrigatório para estrangeiros interessados em investir na atividade. "Esperávamos um mercado menos avançado", disse o pesquisador do Instituto de Engenharia Agrícola da Universidade de Hohenheim, Leandro Henz, em visita à indústria Santal, de Ribeirão Preto (SP). O pesquisador acompanhou durante dez dias um grupo de agricultores alemães, produtores de beterraba, que conheceram todas as fases da produção da cana, do campo à indústria.

"Estamos um passo à frente do resto do mundo", diz o presidente da Santal, empresa 100% nacional, Arnaldo Adams Ribeiro Pinto. Na década de 70, uma máquina colhia 150 toneladas de cana por dia. Hoje, colhe 800 toneladas/dia. "São máquinas com desenhos mais eficientes, maior potência e melhor capacidade hidráulica", explica. As informações são de O Estado de São Paulo/Agrícola.

Nova tecnologia na mineração de cobre reduz emissão de gases poluentes

O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, concluiu a primeira fase do projeto de lixiviação bacteriana, colocando em funcionamento a primeira Unidade Semi-Piloto de Biolixiviação computadorizada. O objetivo é reduzir a emissão de gases poluentes durante a extração do concentrado de cobre, o que diminui, em conseqüência, as emanações que contribuem para o efeito estufa na atmosfera.

Com isso, ganha também o cidadão, principalmente o que reside em áreas próximas das minas, que pode respirar um ar mais limpo.

Segundo o coordenador do projeto, Luís Sobral, a unidade visa à utilização de microorganismos, ou seja, organismos vivos que estão presentes no próprio minério, “e fazer com que estes, de forma bioestimulada, acelerem o processo oxidativo dos sulfetos de cobre, que são estruturas minerais contendo cobre”. A bactéria abre essas estruturas para liberar o cobre de forma solúvel, de onde ele é recuperado na forma de metal, explicou Sobral, em entrevista à Agência Brasil.

Ele informou que isso é feito convencionalmente por um processo pirometalúrgico, em que a queima de sulfetos de cobre ocorre a temperaturas superiores a mil graus centígrados. No processo pirometalúrgico, as peças mineralógicas de cobre são transformadas diretamente em cobre metálico, também conhecido como cobre blister. Esse material é impuro, porque o processo não é seletivo somente para cobre, destacou Sobral. Por isso, é necessário que o material passe por um processo denominado eletrorrefino, que consome muita energia, a exemplo do pirometalúrgico, de transformação dos sulfetos em cobre metálico.

A meta do Cetem é substituir de forma gradual o processo pirometalúrgico pelo bio-hidrometalúrgico, de lixiviação bacteriana. “O processo de biolixiviação é menos poluente, evita as emanações do processo piro, causadas por metais como arsênio, cádmio, chumbo, mercúrio, telúrio, selênio e bismuto, elementos voláteis nessa temperatura”, destacou Sobral. Ele explicou que o processo piro necessita de um sistema sofisticado de retenção dos metais para que não cheguem à atmosfera, para que não poluam. Além de afetar o meio ambiente, tal processo implica elevado consumo de energia.
Na biolixiviação, usam-se organismos vivos presentes no próprio minério. “É só uma questão de bio-estimulá-los, de fazer com que eles funcionem de maneira mais efetiva, com o uso de incentivos como fontes de carbono, nutrientes, nitrogênio, fósforo e potássio. O que se faz é só estimular o crescimento dessas bactérias e seu funcionamento. Aí, consegue-se extrair o cobre de maneira menos poluente. Esses metais não vão para o meio ambiente e, com isso, tem-se cobre extraído dos bens minerais, a um custo bem inferior ao do processo piro”, afirmou Sobral.

Em termos de investimento geral, ele estimou que o processo biológico desenvolvido pelo Cetem é cerca de 60% mais barato do que o processo convencional. “Ele chega a reduções de gastos de mais de 60%”, destacou Sobral. Ele enfatizou, entretanto, que o grande ganho da nova tecnologia é o aspecto ambiental. “É o grande diferenciador. Deve ser levada em consideração em primeira instância a eliminação do impacto que o processo piro acarreta ao meio ambiente”.

O pesquisador lembrou o valor que o mercado externo dá à comercialização de produtos que apresentem o que se chama de “pegadas do processo”. Segundo Sobral, nesse caso, toda a malha produtiva é rastreada e avalia-se o impacto no meio ambiente.
A empresa cuidadosa com sua malha produtiva, e que se preocupa em afetar cada vez menos o meio ambiente, acaba recebendo incentivos na forma de sobrepreço, disse Sobral. “Isso é bom porque, além do preço naturalmente praticado, tem-se um bônus por não impactar o meio ambiente. Do ponto de vista econômico, a nova tecnologia é satisfatória, mas é muito mais ainda quando agrega as características de não contaminação”, afirmou.

Com tecnologia, usuário vira homem-aranha

O engenheiro mecânico Nathan Ball, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), criou um equipamento que pode transformar paramédicos e bombeiros em verdadeiros homens-aranhas. Trata-se de um elevador high-tech que pode fazer uma pessoa “escalar” 30 andares de um prédio em apenas 30 segundos, mesmo com dezenas de quilos de equipamento. Fazer o mesmo por vias tradicionais, carregando cerca de 45 quilos nas costas, leva cerca de oito minutos.

“A novidade funciona literalmente como ferramentas do Batman ou James Bond”, afirmou Ball, esquecendo-se de citar o super-herói que se tornou famoso por escalar paredes. Com sua invenção, chamada de Atlas Powered Rope Ascender, o engenheiro de 23 anos ganhou o prêmio Lemelson-MIT Student, de US$ 30 mil.


O equipamento de 11 kg utiliza uma bateria para levantar cerca de 110 kg a 11 km/h. “Conseguir tanta capacidade em uma ferramenta tão pequena é um grande desafio”, afirmou Ball. A bateria de íon-lítio é a A123Systems, utilizada por empresas como General Electric.

Antes de transportar pessoas, deve haver uma corda no topo de um prédio ou outro local onde elas querem ir. Como o Atlas foi desenvolvido para a segunda etapa de socorro, a primeira equipe a subir já terá fixado essa corda, que é amarrada ao equipamento preso ao corpo do usuário. A maneira como esse fio é passada pelo Atlas faz com que a pessoa suba, quando a bateria é ativada e faz o mecanismo rodar.

“A novidade também conta com um sistema que impede que a corda se enrosque no cilindro interno, garantindo seu movimento contínuo”, explicou o inventor. O dono da empresa Atlas Devices, criada para comercializar a novidade, conta que teve essa idéia em novembro de 2004, quando participou com três colegas de uma competição patrocinada pelo MIT que propunha a criação de ferramentas para rápida mobilidade vertical.

Instituições investem em tecnologia para TV digital

As instituições de pesquisas do Amazonas estão desenvolvendo produtos tecnológicos para atender o mercado do sistema de transmissão digital de TV. Até o momento, um quadro diversificado de produtos nessa área, como os aparelhos decodificadores, está sendo desenvolvido como meio de preparar as indústrias locais para esse importante mercado, que hoje é alvo de uma grande disputa entre outras regiões do país e a ZFM (Zona Franca de Manaus).

A partir de recursos de R$ 1 milhão, o CT-PIM (Centro de Ciência Tecnologia e Inovação do Pólo Industrial de Manaus) está desenvolvendo, em parceria com uma fabricante de semicondutores do exterior, o projeto do decodificador do sinal digital.

Segundo o diretor do centro tecnológico, Wesley Alves, a instituição está se preparando para atender a qualquer empresa local interessada no modelo de fabricação desses decodificadores. “Estamos desenvolvendo o set-top box digital para uma indústria do exterior, que está fornecendo um componente industrial, mas o projeto é da instituição, portanto, podemos desenvolvê-lo a qualquer indústria do PIM, desde que contenha alguma particularidade diferente”, informou, preferindo não comentar nada a respeito da procura das empresas locais por essa pesquisa da instituição.


Estado se capacita tecnologicamente para atender a necessidade da indústria

Segundo Wesley Alves, a inserção do CT-PIM na elaboração desse projeto, que será finalizado até o final deste ano, contribui para fortalecer o potencial tecnológico do Amazonas nessa área, o que demonstra a capacidade do Estado em desenvolver tecnologia de ponta. “Isso demonstra que estamos preparados tecnologicamente para atender a necessidade das indústrias do Amazonas; hoje, há cinco pessoas, a maior parte constituída por amazonenses, trabalhando no desenvolvimento desse projeto”, explicou o executivo. A Ufam (Universidade Federal do Amazonas) está promovendo pesquisas acadêmicas, em parceria com indústrias transnacionais do PIM, para desenvolver produtos componentes do sistema de transmissão de TV digital.

Interface eletrônica

Segundo o coordenador de pesquisas na área de TV digital da Ufam, Waltair Machado, a instituição está desenvolvendo três produtos, responsáveis por fazer a interface eletrônica do processo entre o usuário e o processador eletrônico. Entre eles, a universidade está investindo, a partir de recursos em cerca de R$ 800 mil, no desenvolvimento do produto midleware, que irá possibilitar aos telespectadores o manuseio das funções de TV com a mão.

“Estamos produzindo fragmentos para a formação desse produto, com a ajuda de instituições parceiras, o que deve ser finalizado no término do ano”, disse, destacando as parcerias de indústrias e instituições como Nokia, Sansung, Envision e CT-PIM. A universidade também está fazendo pesquisas para aperfeiçoar o menu de funções do televisor, para facilitar a vida dos usuários, e produtos microeletrônicos dentro dos chips, que irão constituir o processo eletrônico das TVs.

“Estamos desenvolvendo o menu do televisor digital para que o usuário identifique com facilidade como fazer o manuseio do aparelho por ele”, disse Machado.

Ufam possui mais de 40 especialistas

Waltair Machado assegurou que a Universidade Federal do Amazonas já iniciou o processo de formação de mão-de-obra para a tecnologia de transmissão digital. “Já formamos mais de 40 especialistas na área de microeletrônica e também estamos formando estudantes em nível de mestrado”, informou o coordenador de pesquisa da Ufam.

Curso de pós-graduação

Neste ano, em parceria com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), por meio de um convênio em torno de R$ 700 mil, a Ufam irá lançar um curso de pós-graduação para capacitar profissionais na área de tecnologia digital. “Em junho ou julho deveremos está iniciando a formação de turmas nessa área, o que irá atender a necessidade das indústrias da Zona Franca”, informou Machado.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

UE defende isenção para tecnologia de produção de biocombustível

O comissário-chefe de comércio da União Européia (UE), Peter Mandelson, disse hoje que a tecnologia básica para a produção de biocombustíveis e os próprios combustíveis "verdes" deveriam ser negociados em todo o mundo livres de impostos e que essa isenção é "imperativo importante".

Mandelson afirmou que deveriam existir regras para ordenar o comércio mundial de combustíveis fósseis, advertindo que existe risco de volatilidade política enquanto o comércio de energia continuar a ocorrer num "vácuo de leis".

A UE está cada vez mais preocupada com sua crescente dependência de combustível fóssil importado de países como a Rússia. O bloco de 27 nações está lutando para impor leis estritas de conservação de combustível diante da resistência da indústria petrolífera e de autos. As informações são da Dow Jones.

Tecnologia VoiP: instale várias linhas em um só aparelho

Quem ainda não se rendeu a tecnologia VoiP tem mais um motivo para se apressar. Trata-se do TrinnVoiP. O usuário compra o aparelho de telefone da empresa , podendo utiliza-lo de qualquer lugar, desde que haja um ponto de energia e de rede.

A novidade é a seguinte: a possibilidade de obter número remotos, que permitem instalar linhas dos principais estados brasileiros em um único aparelho. A utilização é através de créditos pré-pagos e a habilitação é feita por um serviço de helpdesk de forma rápida e fácil. A TrinnPhone oferece, até o Carnaval, R$200 reais para falar de qualquer lugar do mundo na compra de um aparelho TrinnVoiP. É a tecnologia facilitando sua vida!

Brasil lidera testes com o a tecnologia RFID na América Latina

Pesquisa realizada recentemente pela Wide Research e pelo site Using RFID.com identificou que a adoção em todo o mundo da tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID) dobrou nos últimos 18 meses.

De acordo com o levantamento, as etiquetas em paletes (suporte para empilhadeiras) e embalagens representam a maior fatia do consumo de código eletrônico de produto (EPC). Os paletes e cases respondem por 10,5% das etiquetas RFID utilizadas atualmente. Produtos em lojas de varejo, cartões de crédito e débito, automóveis e ingressos utilizam 9,5%, 7,5%, 5,5% e 2,5% das etiquetas com tecnologia de radiofreqüência, respectivamente.

Na América Latina, o Brasil é o país mais bem colocado entre os associados à EPCglobal, organismo responsável pelos trabalhos com código eletrônico de produtos e que no Brasil vem realizando testes com 17 empresas, entre as quais o grupo Pão de Açúcar, Seal Technologies, RR Etiquetas, Acura Technologies, Genoa, Intermec, Symbol Technologies, HP Brasil, NEC e Pimaco, entre outras. A previsão do órgão é que até o fim deste ano 50 empresas façam parte do grupo brasileiro de testes.

“A adoção do EPC representa uma mudança positiva no conceito de identificação e troca de informações dentro da cadeia de suprimentos. Além de agregar rapidez às transações comerciais e armazenar uma quantidade maior de dados do produto, a tecnologia permite, ainda, a total rastreabilidade das operações”, destaca Roberto Matsubayashi, gerente de soluções de negócios da GS1 Brasil, que criou o Grupo de Trabalho EPC para promover seminários e encontros periódicos para estudo e discussão da tecnologia.

Segundo Matsubayashi, a etapa de conhecimento da tecnologia dentre as empresas do grupo já foi finalizada e agora elas estão partindo para a fase de testes internos e projetos piloto entre fornecedores, distribuidores e varejistas. “Os testes aqui estão avançando em escala geométrica, porém não podemos prever quando a tecnologia estará totalmente implantada. Na área logística acreditamos que, no máximo, em cinco anos o EPC já atinja massa crítica para permitir total integração”, diz.

Segundo a GS1 Brasil, a etiqueta não substituirá o código de barras. A tendência é que nos próximos anos as duas ferramentas caminhem lado a lado.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

LANÇAMENTO - Sony lança no Brasil primeiro produto com tecnologia Blu-Ray

Acaba de chegar ao Brasil o primeiro equipamento Sony com tecnologia Blu-ray: o BWU-100A, unidade óptica interna de disk drive para computadores, que grava discos, lê filmes comerciais no formato Blu-ray Discä e armazena dados em quantidade muito superior em relação aos atuais formatos de mídia óptica. Disponível na Rede Fnac, no distribuidor Tech Data e no site www.sonystyle.com.br, o produto é importado e está sendo comercializado também nos Estados Unidos e Japão.

O Blu-ray Discä (BD) é o nome de um formato de disco óptico de última geração, desenvolvido para permitir a gravação e reprodução de vídeo de alta definição (High Definition - HD), assim como o armazenamento de grandes quantidades de dados.

O formato Blu-ray possui aparência idêntica ao do DVD tradicional, tanto dos produtos reprodutores e gravadores, como da mídia virgem ou gravada, porém tem capacidade de armazenamento cinco vezes maior que a dos DVDs tradicionais: até 25 GB em um disco de camada simples e 50 GB em um disco de camada dupla.

Com preço sugerido de R$ 2.999,00O, o modelo BWU-100A grava até quatro horas de imagens em alta definição, ou mais de 20 horas no formato atual de Standard Definition. As mídias BD -R/ -RE podem ser reproduzidas em drives ópticos para PCs e notebooks, aparelhos Blu-ray domésticos e consoles Playstation 3. Para efeito de comparação, utilizando-se uma mídia DVD pode-se gravar no máximo até 8,5 GB de arquivo.

O foco da Sony com o lançamento do BWU-100A são clientes corporativos com necessidade de alta capacidade de armazenamento de dados em mídia digital (não- magnética), substituindo as tecnologias e produtos anteriores, tais como PDD (Professional Disk Data) e MO (magnético-Óptico). Além disso, empresas de armazenamento de documentos eletrônicos, bibliotecas, billing, agências de comunicação, publicidade, desktop publisher, call centers e bancos são os alvos iniciais da Sony.

A empresa aposta no sucesso da nova tecnologia também junto ao consumidor, pois se trata de uma proposta de substituição da mídia de DVD. Estamos falando de home theaters, PlayStation, computadores, portáteis, automóveis, entre outros. Devemos lembrar também que tudo isso será potencializado com o início da TV Digital no Brasil e da busca por armazenamento Full HD (High Definition), destaca o gerente de marketing do Depto de Informática da Sony Brasil, João Ribeiro.

Tecnologia de Raio Azul
O nome Blu-ray é derivado da tecnologia essencial, que utiliza um laser azul violeta para ler e gravar dados. O nome é uma combinação de "Blue" (termo em inglês para laser azul violeta) e "Ray" (termo em inglês para raio óptico).

De acordo com a Blu-ray Disc Association (BDA ou Associação do Blu-ray Discä), a ortografia de "Blu-ray" está correta, pois a letra "e" foi intencionalmente descartada para que o termo pudesse ser registrado como uma marca comercial.

O formato Blu-ray Discä foi desenvolvido pela Blu-ray Disc Association (BDA), um grupo de fabricantes de equipamentos eletrônicos, computadores pessoais e mídia, líderes de mercado, com mais de 170 empresas de todo o mundo. A Sony Corporation é uma das empresas que compõe a diretoria dessa associação, que também é formada por:

Apple Computer, Inc.
Dell Inc.
Hewlett Packard Company
Hitachi, Ltd.
LG Electronics Inc.
Matsushita Electric Industrial Co., Ltd.
Mitsubishi Electric Corporation
Pioneer Corporation
Royal Philips Electronics
Samsung Electronics Co., Ltd.
Sharp Corporation
Sony Corporation
Sun Microsystems, Inc.
TDK Corporation
Thomson Multimedia
Twentieth Century Fox
Walt Disney Pictures
Warner Bros. Entertainment

Formatos de mídia
Assim como os CDs e DVDs convencionais, o Blu-ray oferece uma ampla gama de formatos incluindo ROM/R/RW. Os seguintes formatos fazem parte da especificação Blu-ray Discä:

- BD-ROM: formato apenas de leitura para distribuição de filmes HD, jogos, software, etc.
- BD-R: formato gravável para gravação de vídeo HD e armazenamento de dados de PC.
- BD-RE: formato regravável para gravação de vídeo HD e armazenamento de dados de PC.

O formato híbrido BD/DVD/CD, que combina Blu-ray, DVD e CD no mesmo disco, já vem incorporado no drive BD. O drive é capaz de identificar o tipo de mídia.

Atualmente existem mais de 100 títulos lançados no novo formato Blu-ray e, no mercado nacional, esses são alguns títulos já disponíveis em redes de locação de filmes:
Exterminador do Futuro 2
Triple X
Senhor das Armas
Hitch
Crash
Instinto Selvagem 2

Sobre a Sony Brasil
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Líder mundial em áudio e vídeo, a Sony possui 1.900 funcionários distribuídos em dois escritórios (São Paulo e Rio de Janeiro) e nas fábricas na Zona Franca de Manaus. A Sony Brasil estrutura-se em duas áreas: Consumidor e Profissional. A primeira, voltada para o consumidor final, fabrica e comercializa toda a linha de áudio e vídeo, câmeras de vídeo, câmeras fotográficas digitais e som automotivo. Já a área de Profissional comercializa soluções de negócios para o mercado corporativo e está estruturada em três divisões: Informática, Broadcast e B&I. A Sony chegou ao Brasil em 1972 e inaugurou a fábrica em 1984, em Manaus, AM.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Tecnologia: cinco mil empresas brasileiras investem em inovações

De acordo com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Brasil conta atualmente com cinco mil empresas realizando investimentos em inovação tecnológica, sendo que 1,2 mil delas têm equipes permanentes de pesquisa e colocam regularmente produtos, processos e serviços novos no mercado.

As empresas que mais investem em inovação são também as que concentram os maiores investimentos e, além disso, geram 25% do PIB, segundo afirma o diretor de Inovação da ABDI, Evando Mirra.

Desenvolvimento da tecnologia
As empresas de classe mundial, como a Petrobras, Embraer, Vale do Rio Doce e Marco Pólo, chamadas de "global players" são exemplos de tecnologia brasileira inovadoras.

A Petrobras, por exemplo, utiliza a robótica submarina para explorar petróleo em águas profundas.

Parcerias
O diretor da ABDI acredita que parceiras entre governo, academia e indústria podem acelerar o desenvolvimento da inovação no Brasil por meio de ações conjuntas e coordenadas.

Sony lança primeiro aparelho com tecnologia Blu-Ray no Brasil

A Sony lançou no Brasil o primeiro equipamento com tecnologia de imagens em alta definição Blu-Ray. O BWU-100A, grava discos e reproduz filmes no formato "Blu-ray Disc".

O aparelho, que foi lançado com preço sugerido de R$ 2.999, parece com um DVD comum, só que oferece imagem em alta definição. Para isso, ele precisa de um disquinho especial, com cara de DVD, mas capacidade de armazenamento quase seis vezes maior.

Enquanto que com um disco de DVD pode-se gravar no máximo até 8,5 GB de arquivo, um Blu-Ray aceita até 50GB, sendo 25GB por camada.

A Blu-Ray, da Sony, concorre com a HD DVD, da Toshiba, no posto de tecnologia que substituirá os DVDs. A diferença básica é que o Blu-Ray é mais caro e tem maior capacidade de armazenamento que o HD DVD.

O modelo BWU-100A grava até quatro horas de imagens em alta definição, ou mais de 20 horas no formato atual de Standard Definition.

Em janeiro, a Warner e a LG anunciaram tecnologias que aceitam os dois formatos, o que poria fim à guerra Blu-Ray X HD DVD.

Lula inaugura Centro de Tecnologia do Pan

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou na manhã desta terça-feira da inauguração do Centro de Operações Tecnológicas (COT) dos Jogos Pan-Americanos. Acompanhado por, entre outros, o ministro do esporte, Orlando Silva, Lula elogiou as instalações e afirmou considerar o Pan um evento de extrema importância para as pretensões esportivas do Brasil.

"O Pan mostrará nossa capacidade ao mundo. Queremos sediar uma Copa ou uma Olimpíada e não podemos brincar em serviço. Os jogos serão nosso vestibular. Posso garantir que o governo não medirá esforços para que tudo seja um sucesso absoluto", disse.

Orlando Silva definiu o COT como o local fundamental para o êxito do evento.

"O Centro é o cérebro do Pan, o local crítico para o sucesso dos jogos", comentou.

O governo federal investiu, até o momento, R$ 119,2 milhões na montagem das instalações para o Pan. Só no Centro, foram gastos R$ 5 milhões dos cofres públicos.

Tecnologia nacional ajudará pacientes que precisam fazer hemodiálise

Cientistas brasileiros estão desenvolvendo uma tecnologia que poderá beneficiar todos os pacientes de insuficiência renal que necessitam fazer diálise. No Instituto Nacional de Tecnologia (INT) estão sendo criadas membranas inorgânicas de cerâmica, mais eficientes do que as membrans poliméricas hoje utilizadas equipamentos de hemodiálise.

As membranas atuam como filtros, na separação de substâncias de diferentes propriedades, como tamanho e formato, e podem ser feitas de diversos materiais, de acordo com sua finalidade, podendo ser orgânicas ou inorgânicas.

Entre os materiais inorgânicos, um dos principais é a cerâmica, que apresenta grandes vantagens sobre os orgânicos, pois tem melhor desempenho em altas temperaturas e maior resistência a materiais oxidantes. As membranas inorgânicas à base de cerâmica possibilitam ainda um controle sobre o tamanho dos poros, são mais duráveis e de mais fácil manutenção. É nessa área que o INT está desenvolvendo tecnologia nacional.

A diálise pode se beneficiar das membranas inorgânicas à base de cerâmica, sobretudo porque poderão passar a ser produzidas no Brasil, com tecnologia nacional, e representarão uma alternativa às importações.

Em outros países, as membranas cerâmicas já são usadas na diálise, e representam vantagem por apresentarem maior resistência mecânica e durabilidade, em oposição às membranas poliméricas, que só podem ser utilizadas por até 10 vezes; depois disso, correm o risco de rompimento, podendo levar o paciente à morte.

No Brasil, segundo dados de janeiro de 2006 da Sociedade Brasileira de Nefrologia, há mais de 70 mil pessoas fazendo diálise, havendo a estimativa de ultrapassar 110 mil pacientes em 2010. Do total, 64 mil passam por hemodiálise, sendo quase 90% dos casos atendidos pelo Sistema Único de Saúde.

Ainda em 2007 o INT concluirá um protótipo que será colocado em testes com a participação do hemocentro da Universidade Federal Fluminense.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Biodiesel deve chegar a todos os postos da BR Distribuidora até julho

A Petrobras Distribuidora (BR) deve consolidar, até o final de julho, o processo de comercialização do diesel mineral, com adição de 2% de biodiesel, nos 6,8 mil postos da empresa em todo o país. Hoje, o biodiesel está sendo adicionado em 3,8 mil postos de 1,2 mil municípios em todo os estados brasileiros.

Para a presidente da BR, Maria das Graças Foster, a consolidação do programa é resultado de um trabalho intenso. “Nossas 65 bases e terminais estarão preparadas para até junho ter o biodiesel”.

A BR recebe, armazena e distribui o biodiesel por intermédio de 48 bases e terminais localizados nas cinco regiões do país. Nos últimos dois anos, para atingir a meta de chegar a todos os postos, foram investidos R$ 20 milhões para adequar a estrutura logística e operacional da companhia ao novo combustível.

Além de ser um combustível renovável e menos poluente, o que acaba beneficiando o consumidor final, o biodiesel adicionado na proporção de 2% ao diesel comum ajuda a diminuir a dependência do país ao diesel mineral. Hoje, esse produto é importado como forma de complementar a produção interna.

Estudo do Inpe traçou cenário de mudanças climáticas no Brasil para os próximos 50 anos

O Brasil sofrerá sérias mudanças climáticas nos próximos 50 anos, se não forem tomadas medidas de preservação do meio ambiente, como a redução dos índices de desmatamento e de liberação de gases causadores do efeito estufa.É o que aponta o estudo "Cenário climático futuro: avaliações e considerações para a tomada de decisões", coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e lançado em dezembro do ano passado. O trabalho foi financiado pelo Ministério do Meio Ambiente e teve apoio do Banco Mundial.

O estudo leva em conta dois cenários: um pessimista e outro otimista. No primeiro, estima-se que o desmatamento e a poluição continuem na proporção em que ocorrem atualmente e que o Protocolo de Quioto não seja seguido. Nesse caso, nos próximos 50 anos, a temperatura na Amazônia poderia sofrer aquecimento entre 6 e 8 graus e redução da chuva em 20%.

O cenário otimista considera uma sociedade ecologicamente correta, onde seriam reduzidas a poluição e o desmatamento e seguido o Protocolo de Quioto. O aumento de temperatura na região amazônica não seria evitado, porém seria menor, entre 4 e 5 graus e a redução das chuvas ficaria entre 10% e 15%.

O Nordeste seria outra região gravemente afetada. De acordo com o estudo, o clima da região pode passar de semi-árido para árido, que se assemelha ao clima de deserto, sem chuvas. A alteração teria, inclusive, conseqüências sociais, como a migração da população local, aponta o estudo. Em outras regiões, como a Sul, deve haver mudanças na distribuição das chuvas durante o ano, o que pode resultar em problemas para a agricultura.

Em dezembro, o coordenador do estudo, José Antônio Marengo, explicou que para amenizar o cenário futuro é preciso evitar a queimada de biomassas, reduzir o desmatamento e oferecer incentivos governamentais para as empresas que poluem menos. Segundo Marengo, que é pesquisador do Inpe, a população também pode colaborar usando menos os veículos e consumindo menos água.

Brasil e França firmam acordos de cooperação tecnológica

Brasília - Os governos do Brasil e da França firmaram hoje (2) três acordos para aumentar o nível de cooperação tecnológica. Um dos convênios se destina à pesquisa de novos materiais, a partir do átomo, conhecida como nanotecnologia, muito utilizada na medicina eletrônica, informática, física, química, biologia, semicondutores e chips eletrônicos, entre outros.

O acordo foi assinado pela ministra de Comércio Exterior da França, Christine Lagarde, e pelo ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mário Mugnaini. Os ministros referendaram ainda os protocolos de cooperação em promoção comercial, com participação da Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos), e também de propriedade industrial. Participaram da solenidade autoridades e empresários da delegação francesa.

Além da discussão de temas para incrementar o comércio bilateral, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), o ministro interino e secretário da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Mário Mugnaini, destacou o interesse brasileiro no desenvolvimento de biocombustíveis e na colaboração com a França para apresentação da tecnologia flex-fuel, desenvolvida no Brasil, que permite aos veículos utilizarem gasolina, álcool, ou mistura dos dois.

A tecnologia já é utilizada pela montadora francesa Peugeot, que participou, inclusive, de uma pequena exposição de carros bicombustíveis, no estacionamento do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, visitada pela delegação francesa. A França já optou pela adição de 5,75% de álcool na gasolina, a partir de 2008, e pode fazer parceria para a produção de álcool no Brasil e em outros países.

"Queremos estimular pesquisas conjuntas e desenvolver tecnologia de ponta para o desenvolvimento de pequenas e médias empresas do Brasil e da França, além de promover a cultura da propriedade industrial e incentivar a proteção das indicações geográficas e denominações de origem", afirmou Mugnaini.

Pesquisadores brasileiros participam do seqüenciamento da tricomoníase

Após vários anos de trabalho ficou pronto o primeiro rascunho do genoma das Trichomona vaginalis, revelando um número expressivo de genes e próximo ao número encontrado em humanos, fato recebido com surpresa pelos pesquisadores. A revista Science, uma das mais respeitadas na área, deu destaque para o trabalho ao exibir em capa, no dia 12 de janeiro, foto do T. vaginalis feita pela pesquisadora Marlene Benchimol, bolsista de Produtividade em Pesquisa 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e especialista em microscopia eletrônica, elaborada em conjunto com seu aluno Antônio Pereira Neves.

Vários grupos de pesquisa em todo o mundo se concentram no estudo do protozoário, visando gerar mais conhecimento e buscar medicamentos eficientes que não provoquem efeitos colaterais.

No Brasil há vários grupos estudando o protozoário: no Rio de Janeiro (UFRJ, Fiocruz e Universidade Santa Úrsula), Rio Grande do Sul, Campinas e Bahia. No exterior há grupos norte-americanos, italianos, suíços, ingleses, suecos, alemães, chineses e franceses estudando intensamente as características bioquímicas, moleculares e morfológicas.

Parasita

As tricomonas são protozoários parasitas causadores da tricomoníase, infecção que atinge cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a doença não-viral sexualmente transmissível mais comum do planeta. A mulher é muito mais susceptível que o homem, sendo que eles geralmente são assintomáticos. As tricomonas também infectam o gado bovino, causando sérios prejuízos econômicos com abortos e esterilidade.