Uma porcelana com maior alvura, leveza, resistência e valor do que a comum. Assim é a porcelana de ossos, material originariamente produzido na Inglaterra, que o físico Ricardo Yoshimitsu Miyahara desenvolveu com matérias-primas totalmente brasileiras em estudo inédito realizado no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica (Poli) da USP.
Utilizando cinzas de ossos bovinos, caulim (tipo de argila) e feldspato (rocha dotada de propriedade fundente), Miyahara conseguiu, em seu doutorado, produzir uma porcelana com propriedades superiores às do material inglês, que emprega a "cornish stone", uma matéria-prima específica daquele país.
Além de resultar numa louça de maior valor agregado e de ser a única cerâmica feita com alguma matéria-prima renovável, a porcelana de ossos tem potencial de utilização na produção de próteses odontológicas mais resistentes e de melhor resultado estético.
Porcelana brasileira
A chave para uma porcelana de ossos de qualidade está no controle das condições de produção. "Obtivemos um excelente material devido ao conhecimento dos principais parâmetros que devem ser muito bem controlados", afirma o pesquisador.
A formulação (50% de cinzas de ossos, 20% de caulim e 30% de feldspato), associada ao tempo de moagem de 24 horas e à temperatura ideal de queima do material (1270 graus Celsius) resultou numa porcelana de ossos quase duas vezes mais resistente que a porcelana comum e tão branca quanto a porcelana de ossos inglesa.
Além da Inglaterra, que produz a porcelana desde o século dezoito, apenas Estados Unidos e China fabricam essa cerâmica, cujo custo de importação é muito alto. "Como o Brasil é um dos maiores criadores de gado bovino do mundo e tem grande tradição na fabricação de produtos cerâmicos, temos, então, condições de fabricar essa porcelana em grande quantidade, podendo até tornar-nos um grande exportador desse material que possui um elevado valor agregado", avalia Miyahara.
Biocompatibilidade
Além de compor esse tipo de porcelana, as cinzas de ossos poderiam ser utilizadas para produzir bioimplantes, substituindo materiais como a platina, que podem causar rejeição em alguns casos. Segundo o pesquisador, os ossos, depois de lavados e queimados, transformam-se em hidroxiapatita, um mineral dotado de propriedades de biocompatibilidade.
Apesar de existir na natureza, a hidroxiapatita contém uma série de contaminantes. Apenas em sua forma sintética - e de elevado custo - o material está livre deles. Entretanto, "a hidroxiapatita obtida no estudo é naturalmente livre de contaminantes e, talvez, possa ser usada como matéria-prima de maior biocompatibilidade para implantes", afirma Miyahara.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Brasil utrapassa 100 milhões de celulares em operação, segundo Anatel
A Agência Nacional de Telecomunicações registrou em janeiro 798.520 novas habilitações de telefones celulares. Com isso, o Brasil superou a marca de 100 milhões de telefones celulares em operação. Foram 100.717.141 assinaturas do Serviço Móvel Pessoal (SMP), com 80,58% de aparelhos pré-pago e 19,42% com planos de conta ao final do mês.
Segundo a Anatel, de 1997 até agora, a telefonia móvel cresceu 22 vezes ao chegar a mais de 96,2 milhões de assinantes. Hoje, o país possui 2,8 telefones celulares para cada grupo de 100 habitantes. O Distrito Federal é o estado com o maior número de aparelhos (1,1 para cada habitante), seguido pelo Rio Grande do Sul (0,69 telefone para cada pessoa).
Segundo a Anatel, de 1997 até agora, a telefonia móvel cresceu 22 vezes ao chegar a mais de 96,2 milhões de assinantes. Hoje, o país possui 2,8 telefones celulares para cada grupo de 100 habitantes. O Distrito Federal é o estado com o maior número de aparelhos (1,1 para cada habitante), seguido pelo Rio Grande do Sul (0,69 telefone para cada pessoa).
Brasil exporta tecnologia para produção da cana-de-açúcar
O Brasil é referência mundial quando o assunto é produção de cana-de-açúcar e álcool. A tecnologia nacional chegou ao espaço, de onde já se pode monitorar a expansão do plantio no País. O programa Canasat (www.dsr.inpe.br), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com base em imagens de dois satélites, mostra que do noroeste de São Paulo, os canaviais espalham-se rapidamente pelo Centro-Sul do País, em direção ao Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas, Paraná, Rio e Espírito Santo.
E o Inpe não está sozinho. Esta é apenas uma das inúmeras tecnologias desenvolvidas nas últimas décadas. No campo, programas de adaptação de variedades são cada vez mais eficazes e tornam possível o plantio de cana em praticamente todo o País.
A pesquisa ajuda ainda a extinguir práticas agrícolas hostis, como a colheita manual e as queimadas. O mercado já oferece diversas opções de maquinário para cana, especialmente colhedoras, que também reduzem as perdas. Quando se fala em instalação de usina, é aqui no Brasil que investidores vêm buscar informações e adquirir mão-de-obra especializada.
Visitas estrangeiras
O potencial brasileiro nesta área parece ser unanimidade mundo afora. Fabricantes de máquinas para o setor são destino obrigatório para estrangeiros interessados em investir na atividade. "Esperávamos um mercado menos avançado", disse o pesquisador do Instituto de Engenharia Agrícola da Universidade de Hohenheim, Leandro Henz, em visita à indústria Santal, de Ribeirão Preto (SP). O pesquisador acompanhou durante dez dias um grupo de agricultores alemães, produtores de beterraba, que conheceram todas as fases da produção da cana, do campo à indústria.
"Estamos um passo à frente do resto do mundo", diz o presidente da Santal, empresa 100% nacional, Arnaldo Adams Ribeiro Pinto. Na década de 70, uma máquina colhia 150 toneladas de cana por dia. Hoje, colhe 800 toneladas/dia. "São máquinas com desenhos mais eficientes, maior potência e melhor capacidade hidráulica", explica. As informações são de O Estado de São Paulo/Agrícola.
E o Inpe não está sozinho. Esta é apenas uma das inúmeras tecnologias desenvolvidas nas últimas décadas. No campo, programas de adaptação de variedades são cada vez mais eficazes e tornam possível o plantio de cana em praticamente todo o País.
A pesquisa ajuda ainda a extinguir práticas agrícolas hostis, como a colheita manual e as queimadas. O mercado já oferece diversas opções de maquinário para cana, especialmente colhedoras, que também reduzem as perdas. Quando se fala em instalação de usina, é aqui no Brasil que investidores vêm buscar informações e adquirir mão-de-obra especializada.
Visitas estrangeiras
O potencial brasileiro nesta área parece ser unanimidade mundo afora. Fabricantes de máquinas para o setor são destino obrigatório para estrangeiros interessados em investir na atividade. "Esperávamos um mercado menos avançado", disse o pesquisador do Instituto de Engenharia Agrícola da Universidade de Hohenheim, Leandro Henz, em visita à indústria Santal, de Ribeirão Preto (SP). O pesquisador acompanhou durante dez dias um grupo de agricultores alemães, produtores de beterraba, que conheceram todas as fases da produção da cana, do campo à indústria.
"Estamos um passo à frente do resto do mundo", diz o presidente da Santal, empresa 100% nacional, Arnaldo Adams Ribeiro Pinto. Na década de 70, uma máquina colhia 150 toneladas de cana por dia. Hoje, colhe 800 toneladas/dia. "São máquinas com desenhos mais eficientes, maior potência e melhor capacidade hidráulica", explica. As informações são de O Estado de São Paulo/Agrícola.
Nova tecnologia na mineração de cobre reduz emissão de gases poluentes
O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, concluiu a primeira fase do projeto de lixiviação bacteriana, colocando em funcionamento a primeira Unidade Semi-Piloto de Biolixiviação computadorizada. O objetivo é reduzir a emissão de gases poluentes durante a extração do concentrado de cobre, o que diminui, em conseqüência, as emanações que contribuem para o efeito estufa na atmosfera.
Com isso, ganha também o cidadão, principalmente o que reside em áreas próximas das minas, que pode respirar um ar mais limpo.
Segundo o coordenador do projeto, Luís Sobral, a unidade visa à utilização de microorganismos, ou seja, organismos vivos que estão presentes no próprio minério, “e fazer com que estes, de forma bioestimulada, acelerem o processo oxidativo dos sulfetos de cobre, que são estruturas minerais contendo cobre”. A bactéria abre essas estruturas para liberar o cobre de forma solúvel, de onde ele é recuperado na forma de metal, explicou Sobral, em entrevista à Agência Brasil.
Ele informou que isso é feito convencionalmente por um processo pirometalúrgico, em que a queima de sulfetos de cobre ocorre a temperaturas superiores a mil graus centígrados. No processo pirometalúrgico, as peças mineralógicas de cobre são transformadas diretamente em cobre metálico, também conhecido como cobre blister. Esse material é impuro, porque o processo não é seletivo somente para cobre, destacou Sobral. Por isso, é necessário que o material passe por um processo denominado eletrorrefino, que consome muita energia, a exemplo do pirometalúrgico, de transformação dos sulfetos em cobre metálico.
A meta do Cetem é substituir de forma gradual o processo pirometalúrgico pelo bio-hidrometalúrgico, de lixiviação bacteriana. “O processo de biolixiviação é menos poluente, evita as emanações do processo piro, causadas por metais como arsênio, cádmio, chumbo, mercúrio, telúrio, selênio e bismuto, elementos voláteis nessa temperatura”, destacou Sobral. Ele explicou que o processo piro necessita de um sistema sofisticado de retenção dos metais para que não cheguem à atmosfera, para que não poluam. Além de afetar o meio ambiente, tal processo implica elevado consumo de energia.
Na biolixiviação, usam-se organismos vivos presentes no próprio minério. “É só uma questão de bio-estimulá-los, de fazer com que eles funcionem de maneira mais efetiva, com o uso de incentivos como fontes de carbono, nutrientes, nitrogênio, fósforo e potássio. O que se faz é só estimular o crescimento dessas bactérias e seu funcionamento. Aí, consegue-se extrair o cobre de maneira menos poluente. Esses metais não vão para o meio ambiente e, com isso, tem-se cobre extraído dos bens minerais, a um custo bem inferior ao do processo piro”, afirmou Sobral.
Em termos de investimento geral, ele estimou que o processo biológico desenvolvido pelo Cetem é cerca de 60% mais barato do que o processo convencional. “Ele chega a reduções de gastos de mais de 60%”, destacou Sobral. Ele enfatizou, entretanto, que o grande ganho da nova tecnologia é o aspecto ambiental. “É o grande diferenciador. Deve ser levada em consideração em primeira instância a eliminação do impacto que o processo piro acarreta ao meio ambiente”.
O pesquisador lembrou o valor que o mercado externo dá à comercialização de produtos que apresentem o que se chama de “pegadas do processo”. Segundo Sobral, nesse caso, toda a malha produtiva é rastreada e avalia-se o impacto no meio ambiente.
A empresa cuidadosa com sua malha produtiva, e que se preocupa em afetar cada vez menos o meio ambiente, acaba recebendo incentivos na forma de sobrepreço, disse Sobral. “Isso é bom porque, além do preço naturalmente praticado, tem-se um bônus por não impactar o meio ambiente. Do ponto de vista econômico, a nova tecnologia é satisfatória, mas é muito mais ainda quando agrega as características de não contaminação”, afirmou.
Com isso, ganha também o cidadão, principalmente o que reside em áreas próximas das minas, que pode respirar um ar mais limpo.
Segundo o coordenador do projeto, Luís Sobral, a unidade visa à utilização de microorganismos, ou seja, organismos vivos que estão presentes no próprio minério, “e fazer com que estes, de forma bioestimulada, acelerem o processo oxidativo dos sulfetos de cobre, que são estruturas minerais contendo cobre”. A bactéria abre essas estruturas para liberar o cobre de forma solúvel, de onde ele é recuperado na forma de metal, explicou Sobral, em entrevista à Agência Brasil.
Ele informou que isso é feito convencionalmente por um processo pirometalúrgico, em que a queima de sulfetos de cobre ocorre a temperaturas superiores a mil graus centígrados. No processo pirometalúrgico, as peças mineralógicas de cobre são transformadas diretamente em cobre metálico, também conhecido como cobre blister. Esse material é impuro, porque o processo não é seletivo somente para cobre, destacou Sobral. Por isso, é necessário que o material passe por um processo denominado eletrorrefino, que consome muita energia, a exemplo do pirometalúrgico, de transformação dos sulfetos em cobre metálico.
A meta do Cetem é substituir de forma gradual o processo pirometalúrgico pelo bio-hidrometalúrgico, de lixiviação bacteriana. “O processo de biolixiviação é menos poluente, evita as emanações do processo piro, causadas por metais como arsênio, cádmio, chumbo, mercúrio, telúrio, selênio e bismuto, elementos voláteis nessa temperatura”, destacou Sobral. Ele explicou que o processo piro necessita de um sistema sofisticado de retenção dos metais para que não cheguem à atmosfera, para que não poluam. Além de afetar o meio ambiente, tal processo implica elevado consumo de energia.
Na biolixiviação, usam-se organismos vivos presentes no próprio minério. “É só uma questão de bio-estimulá-los, de fazer com que eles funcionem de maneira mais efetiva, com o uso de incentivos como fontes de carbono, nutrientes, nitrogênio, fósforo e potássio. O que se faz é só estimular o crescimento dessas bactérias e seu funcionamento. Aí, consegue-se extrair o cobre de maneira menos poluente. Esses metais não vão para o meio ambiente e, com isso, tem-se cobre extraído dos bens minerais, a um custo bem inferior ao do processo piro”, afirmou Sobral.
Em termos de investimento geral, ele estimou que o processo biológico desenvolvido pelo Cetem é cerca de 60% mais barato do que o processo convencional. “Ele chega a reduções de gastos de mais de 60%”, destacou Sobral. Ele enfatizou, entretanto, que o grande ganho da nova tecnologia é o aspecto ambiental. “É o grande diferenciador. Deve ser levada em consideração em primeira instância a eliminação do impacto que o processo piro acarreta ao meio ambiente”.
O pesquisador lembrou o valor que o mercado externo dá à comercialização de produtos que apresentem o que se chama de “pegadas do processo”. Segundo Sobral, nesse caso, toda a malha produtiva é rastreada e avalia-se o impacto no meio ambiente.
A empresa cuidadosa com sua malha produtiva, e que se preocupa em afetar cada vez menos o meio ambiente, acaba recebendo incentivos na forma de sobrepreço, disse Sobral. “Isso é bom porque, além do preço naturalmente praticado, tem-se um bônus por não impactar o meio ambiente. Do ponto de vista econômico, a nova tecnologia é satisfatória, mas é muito mais ainda quando agrega as características de não contaminação”, afirmou.
Com tecnologia, usuário vira homem-aranha
O engenheiro mecânico Nathan Ball, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), criou um equipamento que pode transformar paramédicos e bombeiros em verdadeiros homens-aranhas. Trata-se de um elevador high-tech que pode fazer uma pessoa “escalar” 30 andares de um prédio em apenas 30 segundos, mesmo com dezenas de quilos de equipamento. Fazer o mesmo por vias tradicionais, carregando cerca de 45 quilos nas costas, leva cerca de oito minutos.
“A novidade funciona literalmente como ferramentas do Batman ou James Bond”, afirmou Ball, esquecendo-se de citar o super-herói que se tornou famoso por escalar paredes. Com sua invenção, chamada de Atlas Powered Rope Ascender, o engenheiro de 23 anos ganhou o prêmio Lemelson-MIT Student, de US$ 30 mil.
O equipamento de 11 kg utiliza uma bateria para levantar cerca de 110 kg a 11 km/h. “Conseguir tanta capacidade em uma ferramenta tão pequena é um grande desafio”, afirmou Ball. A bateria de íon-lítio é a A123Systems, utilizada por empresas como General Electric.
Antes de transportar pessoas, deve haver uma corda no topo de um prédio ou outro local onde elas querem ir. Como o Atlas foi desenvolvido para a segunda etapa de socorro, a primeira equipe a subir já terá fixado essa corda, que é amarrada ao equipamento preso ao corpo do usuário. A maneira como esse fio é passada pelo Atlas faz com que a pessoa suba, quando a bateria é ativada e faz o mecanismo rodar.
“A novidade também conta com um sistema que impede que a corda se enrosque no cilindro interno, garantindo seu movimento contínuo”, explicou o inventor. O dono da empresa Atlas Devices, criada para comercializar a novidade, conta que teve essa idéia em novembro de 2004, quando participou com três colegas de uma competição patrocinada pelo MIT que propunha a criação de ferramentas para rápida mobilidade vertical.
“A novidade funciona literalmente como ferramentas do Batman ou James Bond”, afirmou Ball, esquecendo-se de citar o super-herói que se tornou famoso por escalar paredes. Com sua invenção, chamada de Atlas Powered Rope Ascender, o engenheiro de 23 anos ganhou o prêmio Lemelson-MIT Student, de US$ 30 mil.
O equipamento de 11 kg utiliza uma bateria para levantar cerca de 110 kg a 11 km/h. “Conseguir tanta capacidade em uma ferramenta tão pequena é um grande desafio”, afirmou Ball. A bateria de íon-lítio é a A123Systems, utilizada por empresas como General Electric.
Antes de transportar pessoas, deve haver uma corda no topo de um prédio ou outro local onde elas querem ir. Como o Atlas foi desenvolvido para a segunda etapa de socorro, a primeira equipe a subir já terá fixado essa corda, que é amarrada ao equipamento preso ao corpo do usuário. A maneira como esse fio é passada pelo Atlas faz com que a pessoa suba, quando a bateria é ativada e faz o mecanismo rodar.
“A novidade também conta com um sistema que impede que a corda se enrosque no cilindro interno, garantindo seu movimento contínuo”, explicou o inventor. O dono da empresa Atlas Devices, criada para comercializar a novidade, conta que teve essa idéia em novembro de 2004, quando participou com três colegas de uma competição patrocinada pelo MIT que propunha a criação de ferramentas para rápida mobilidade vertical.
Instituições investem em tecnologia para TV digital
As instituições de pesquisas do Amazonas estão desenvolvendo produtos tecnológicos para atender o mercado do sistema de transmissão digital de TV. Até o momento, um quadro diversificado de produtos nessa área, como os aparelhos decodificadores, está sendo desenvolvido como meio de preparar as indústrias locais para esse importante mercado, que hoje é alvo de uma grande disputa entre outras regiões do país e a ZFM (Zona Franca de Manaus).
A partir de recursos de R$ 1 milhão, o CT-PIM (Centro de Ciência Tecnologia e Inovação do Pólo Industrial de Manaus) está desenvolvendo, em parceria com uma fabricante de semicondutores do exterior, o projeto do decodificador do sinal digital.
Segundo o diretor do centro tecnológico, Wesley Alves, a instituição está se preparando para atender a qualquer empresa local interessada no modelo de fabricação desses decodificadores. “Estamos desenvolvendo o set-top box digital para uma indústria do exterior, que está fornecendo um componente industrial, mas o projeto é da instituição, portanto, podemos desenvolvê-lo a qualquer indústria do PIM, desde que contenha alguma particularidade diferente”, informou, preferindo não comentar nada a respeito da procura das empresas locais por essa pesquisa da instituição.
Estado se capacita tecnologicamente para atender a necessidade da indústria
Segundo Wesley Alves, a inserção do CT-PIM na elaboração desse projeto, que será finalizado até o final deste ano, contribui para fortalecer o potencial tecnológico do Amazonas nessa área, o que demonstra a capacidade do Estado em desenvolver tecnologia de ponta. “Isso demonstra que estamos preparados tecnologicamente para atender a necessidade das indústrias do Amazonas; hoje, há cinco pessoas, a maior parte constituída por amazonenses, trabalhando no desenvolvimento desse projeto”, explicou o executivo. A Ufam (Universidade Federal do Amazonas) está promovendo pesquisas acadêmicas, em parceria com indústrias transnacionais do PIM, para desenvolver produtos componentes do sistema de transmissão de TV digital.
Interface eletrônica
Segundo o coordenador de pesquisas na área de TV digital da Ufam, Waltair Machado, a instituição está desenvolvendo três produtos, responsáveis por fazer a interface eletrônica do processo entre o usuário e o processador eletrônico. Entre eles, a universidade está investindo, a partir de recursos em cerca de R$ 800 mil, no desenvolvimento do produto midleware, que irá possibilitar aos telespectadores o manuseio das funções de TV com a mão.
“Estamos produzindo fragmentos para a formação desse produto, com a ajuda de instituições parceiras, o que deve ser finalizado no término do ano”, disse, destacando as parcerias de indústrias e instituições como Nokia, Sansung, Envision e CT-PIM. A universidade também está fazendo pesquisas para aperfeiçoar o menu de funções do televisor, para facilitar a vida dos usuários, e produtos microeletrônicos dentro dos chips, que irão constituir o processo eletrônico das TVs.
“Estamos desenvolvendo o menu do televisor digital para que o usuário identifique com facilidade como fazer o manuseio do aparelho por ele”, disse Machado.
Ufam possui mais de 40 especialistas
Waltair Machado assegurou que a Universidade Federal do Amazonas já iniciou o processo de formação de mão-de-obra para a tecnologia de transmissão digital. “Já formamos mais de 40 especialistas na área de microeletrônica e também estamos formando estudantes em nível de mestrado”, informou o coordenador de pesquisa da Ufam.
Curso de pós-graduação
Neste ano, em parceria com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), por meio de um convênio em torno de R$ 700 mil, a Ufam irá lançar um curso de pós-graduação para capacitar profissionais na área de tecnologia digital. “Em junho ou julho deveremos está iniciando a formação de turmas nessa área, o que irá atender a necessidade das indústrias da Zona Franca”, informou Machado.
A partir de recursos de R$ 1 milhão, o CT-PIM (Centro de Ciência Tecnologia e Inovação do Pólo Industrial de Manaus) está desenvolvendo, em parceria com uma fabricante de semicondutores do exterior, o projeto do decodificador do sinal digital.
Segundo o diretor do centro tecnológico, Wesley Alves, a instituição está se preparando para atender a qualquer empresa local interessada no modelo de fabricação desses decodificadores. “Estamos desenvolvendo o set-top box digital para uma indústria do exterior, que está fornecendo um componente industrial, mas o projeto é da instituição, portanto, podemos desenvolvê-lo a qualquer indústria do PIM, desde que contenha alguma particularidade diferente”, informou, preferindo não comentar nada a respeito da procura das empresas locais por essa pesquisa da instituição.
Estado se capacita tecnologicamente para atender a necessidade da indústria
Segundo Wesley Alves, a inserção do CT-PIM na elaboração desse projeto, que será finalizado até o final deste ano, contribui para fortalecer o potencial tecnológico do Amazonas nessa área, o que demonstra a capacidade do Estado em desenvolver tecnologia de ponta. “Isso demonstra que estamos preparados tecnologicamente para atender a necessidade das indústrias do Amazonas; hoje, há cinco pessoas, a maior parte constituída por amazonenses, trabalhando no desenvolvimento desse projeto”, explicou o executivo. A Ufam (Universidade Federal do Amazonas) está promovendo pesquisas acadêmicas, em parceria com indústrias transnacionais do PIM, para desenvolver produtos componentes do sistema de transmissão de TV digital.
Interface eletrônica
Segundo o coordenador de pesquisas na área de TV digital da Ufam, Waltair Machado, a instituição está desenvolvendo três produtos, responsáveis por fazer a interface eletrônica do processo entre o usuário e o processador eletrônico. Entre eles, a universidade está investindo, a partir de recursos em cerca de R$ 800 mil, no desenvolvimento do produto midleware, que irá possibilitar aos telespectadores o manuseio das funções de TV com a mão.
“Estamos produzindo fragmentos para a formação desse produto, com a ajuda de instituições parceiras, o que deve ser finalizado no término do ano”, disse, destacando as parcerias de indústrias e instituições como Nokia, Sansung, Envision e CT-PIM. A universidade também está fazendo pesquisas para aperfeiçoar o menu de funções do televisor, para facilitar a vida dos usuários, e produtos microeletrônicos dentro dos chips, que irão constituir o processo eletrônico das TVs.
“Estamos desenvolvendo o menu do televisor digital para que o usuário identifique com facilidade como fazer o manuseio do aparelho por ele”, disse Machado.
Ufam possui mais de 40 especialistas
Waltair Machado assegurou que a Universidade Federal do Amazonas já iniciou o processo de formação de mão-de-obra para a tecnologia de transmissão digital. “Já formamos mais de 40 especialistas na área de microeletrônica e também estamos formando estudantes em nível de mestrado”, informou o coordenador de pesquisa da Ufam.
Curso de pós-graduação
Neste ano, em parceria com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), por meio de um convênio em torno de R$ 700 mil, a Ufam irá lançar um curso de pós-graduação para capacitar profissionais na área de tecnologia digital. “Em junho ou julho deveremos está iniciando a formação de turmas nessa área, o que irá atender a necessidade das indústrias da Zona Franca”, informou Machado.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
UE defende isenção para tecnologia de produção de biocombustível
O comissário-chefe de comércio da União Européia (UE), Peter Mandelson, disse hoje que a tecnologia básica para a produção de biocombustíveis e os próprios combustíveis "verdes" deveriam ser negociados em todo o mundo livres de impostos e que essa isenção é "imperativo importante".
Mandelson afirmou que deveriam existir regras para ordenar o comércio mundial de combustíveis fósseis, advertindo que existe risco de volatilidade política enquanto o comércio de energia continuar a ocorrer num "vácuo de leis".
A UE está cada vez mais preocupada com sua crescente dependência de combustível fóssil importado de países como a Rússia. O bloco de 27 nações está lutando para impor leis estritas de conservação de combustível diante da resistência da indústria petrolífera e de autos. As informações são da Dow Jones.
Mandelson afirmou que deveriam existir regras para ordenar o comércio mundial de combustíveis fósseis, advertindo que existe risco de volatilidade política enquanto o comércio de energia continuar a ocorrer num "vácuo de leis".
A UE está cada vez mais preocupada com sua crescente dependência de combustível fóssil importado de países como a Rússia. O bloco de 27 nações está lutando para impor leis estritas de conservação de combustível diante da resistência da indústria petrolífera e de autos. As informações são da Dow Jones.
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