quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Mais brasileiros poderão comprar computador, destaca secretário

O secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto Gadelha, disse ontem (23) que a medida que eleva os limites para aquisição de um computador pelo programa Computador para Todos para R$ 4 mil, prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), "beneficiará não só a população de baixa renda, mas todos os brasileiros”.

Dados do ministério revelam que apenas cerca de 18% da população brasileira têm acesso contínuo à internet. O Programa Computador para Todos, ou PC Conectado, tem por objetivo garantir acesso da população que ganha até três salários mínimos a um computador e à internet. A nova medida, no entanto, estende o direito a todos os cidadãos brasileiros.

Para o secretário, é diifícil estimar em quanto aumentará o número de computadores no país. Ele ressaltou, no entanto, a necessidade de o governo desenvolver projetos que ampliem o acesso da população à internet. “O barateamento dos computadores terá que ser aliado a medidas de acesso da população à internet; à universalização da banda larga”.

O governo investirá R$ 200 milhões nesse projeto. As empresas que produzirem máquinas cujo valor para o consumidor final não ultrapassar os R$ 4 mil terão isenção de PIS e Cofins. Atualmente, para que empresa tenha essa isenção, um microcomputador deve ter o valor máximo de R$ 2,5 mil. Já os portáteis devem ter o valor máximo de R$ 3,5 mil. "Essa medida incentivará o aumento do mercado e, portanto, o barateamento dos computadores em geral”, explicou Gadelha.

De acordo com o secretário, as pessoas que já fazem parte do Programa PC Conectado poderão financiar a compra pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. As grandes lojas também poderão fazer financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Gadelha disse esperar que as mudanças tenham impacto não só na quantidade de computadores vendidos, mas também na redução do chamado "mercado cinza", de importação irregular das máquinas. "Com isso haverá mais segurança ao cidadão na manutenção e garantia dos computadores. E se trata de um sistema legalizado de venda", afirmou.

Raio-X da Amazônia está disponível na internet

Está disponível no portal do Ministério do Meio Ambiente o mais detalhado mapa de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) da Amazônia Legal. A linguagem é acessível para todos os interessados em conhecer mais profundamente as divisões desta região, que ocupa quase dois terços do território brasileiro. Batizado de Mapa Integrado dos ZEEs dos Estados da Amazônia Legal, ele oferece informações ao mesmo tempo precisas e globais dos nove estados que compõem a área, de 5,2 milhões de km².
Segundo Marcos Estevan Del Prete, da Coordenação Nacional do Programa ZEE no Ministério do Meio Ambiente, não é preciso possuir conhecimentos técnicos para compreender as informações disponíveis na internet. "O material é didático, tem linguagem simples e clara. O cidadão brasileiro, maior interessado, vai entender facilmente", diz.

A produção do macromapeamento, que consumiu dois anos de trabalho das equipes envolvidas, possibilitou padronizar os mapas antes dispersos em cada estado. As divisões ecológico-econômicas são feitas individualmente pelas unidades da federação há cerca de 15 anos. Rondônia, Acre, Mato Grosso e Roraima já concluíram os trabalhos, mas esses dois últimos ainda não conseguiram aprová-las na Assembléia Legislativa.

Havia um mapa anterior da Amazônia Legal, mas a riqueza de detalhes do seu sucessor é inédita, assim como sua publicação na internet. "No papel, o mapa se limita a uma imagem fixa", diz Del Prete. "Na internet, é possível visualizar textos genéricos e específicos que seriam inviáveis em versão impressa". Na rede mundial de computadores, por exemplo, o internauta pode aproximar a figura e ler explicações sobre a imagem exposta.

A versão no papel também passou por renovações, agora está mais abrangente e atual, e será apresentada oficialmente em cerimônia no dia 25 de janeiro, na Fundação IBGE, no Rio de Janeiro. O trabalho foi executado pelo MMA, pelas coordenadorias das ZEEs nos estados e pelo Consórcio ZEE Brasil, composto por 15 instituições federais, e teve apoio da GTZ (sigla em alemão de Agência de Cooperação Técnica). Somente a versão on-line levou quatro meses para ser construída.